domingo, 22 de agosto de 2010


O tempo passa e isso não é apenas um palpite

Amanhã de repente ontem, os corações somem no vento até quase se tornar esquecimento.

Os momentos se dissolvem, e o que era tudo será  nada.

E quando chega a metade da vida, olhamos para trás e em segundos analisamos, chegamos a conclusões, as vezes não entendemos como que sonhos nunca foram alcançados. 

E quando se está na metade da vida olhamos para frente e não sabemos se teremos a outra metade.

Dias após dias e quando se olha de trás pra frente a impressão é que não existe tempo, mas é tanto tempo que não deu tempo.

Deixando tudo pra amanhã, mas o amanhã nunca chegava, se tornava ontem porque o hoje é tão difícil viver.

Tantas pessoas dividiam o cotidiano, a rotina as implicâncias de coisas que hoje eu vejo, não tem importância, pessoas que eu quero tocar, falar de tal maneira que nunca fiz. Mas onde estão?

Eu volto para o mesmo lugar, mas ele não está mais ali, nada espera, tudo se vai, corre e quando passa, procuramos, procuramos mas nada é igual, nada substitui, é tudo abstrato não tem como segurar.

Atrás tanta esperança, tanta vida com pressa de ser vivida e a frente um corpo dormente, sem pressa, um rosto com linhas de tantos caminhos a serem percorridos.

É a regra para quem chega ao final.

Marcela Hannouche